O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou prazo de 72 horas para que a Procuradoria-Geral da República (PGR) apresente parecer sobre o pedido apresentado pelo Partido Liberal (PL) envolvendo as eleições suplementares em Roraima.
A manifestação foi solicitada dentro da ação que questiona decisão anterior do ministro Flávio Dino relacionada às regras eleitorais aplicáveis ao pleito marcado para o dia 21 de junho.
O ponto central da controvérsia envolve os prazos de desincompatibilização exigidos pela legislação eleitoral para candidatos que ocupam determinados cargos públicos. Flávio Dino determinou a aplicação integral das regras previstas na legislação vigente.
O PL argumenta que a medida cria insegurança jurídica e pode afetar diretamente a disputa eleitoral, especialmente em relação a candidaturas já registradas para a eleição suplementar.
Segundo o partido, a exigência dos prazos de afastamento pode inviabilizar a participação de candidatos que já estão em campanha, alterando o cenário eleitoral às vésperas da votação.
Após o recebimento da manifestação da Procuradoria-Geral da República, o processo deverá retornar para análise do presidente do STF, que decidirá sobre o pedido de suspensão da decisão questionada.